Nação Tricolor,
sou Guilherme Licioni, tenho 20 anos e sou natural de Limeira-SP. A partir de hoje estarei postando matérias do nosso tricolor do Morumbi. Espero que gostem e que acompanhem sempre!
Um grande abraço de um apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube!
Talvez o que mais se ouve atualmente em discussões sobre o futebol brasileiro, é que o São Paulo Futebol Clube derrapou em sua tentativa de ser hegemônico, de ser o incontestável e por quê não, o imbatível. Dizem que o São Paulo após três títulos nacionais seguidos, tinha a faca e o queijo na mão para sair da discussão de quem era o maior do Brasil, e se tornar de fato o maior. Engana-se quem pensa que esta possibilidade era atestada apenas pelos títulos que o nosso M1to levantou a partir de 2005, pois a visibilidade que o clube vinha alcançando concentrava-se também na infra-estrutura, na democracia, na europeização da forma de se administrar a marca São Paulo.
De fato esta foi uma época de ouro, a vitória em qualquer estádio, contra qualquer time, era quase uma certeza até para os mais descrentes. As contratações certeiras, a convivência do time e a gestão inovadora e competente do saudoso Marcelo Portugal Gouvêa, colocou nos trilhos um clube que já chamava a atenção pela seriedade e honestidade, e que após seis títulos em três anos, também poderia ser chamado de vencedor. Futebolisticamente falando, a ironia se fez presente, pois grandes jogadores do começo da década não conseguiram fazer parte do time campeão de tudo no triênio 2005-2008. França, Kaká, Ricardinho, Júlio Baptista, Fábio Simplício, entre outros não conseguiram o que Fabão, Josué, Danilo, Richarlyson, Grafite conseguiram. Pois bem, ironias do futebol à parte, tínhamos enfim alcançado um novo patamar, e se chegar no topo não foi nada fácil, se manter também não era uma simples tarefa.No dia 30 de novembro de 2008, uma semana antes do São Paulo ser campeão pela última vez, falece Marcelo Portugal Gouvêa, deixando de luto um time que enfrentaria o Fluminense no Morumbi, podendo ser campeão do Campeonato Brasileiro de 2008. A vitória não veio, o campeonato sim. Mas após a morte do homem responsável por nos colocar acima de todos por 3 anos, não vieram mais títulos. Logicamente não há nada a ser traçado aqui, mas é de se pensar. Após o título de 2008, talvez um salto-alto da nova diretoria, fez com que a a tarefa de se manter no topo fosse mais difícil ainda. Contratações equivocadas, troca de farpas com o presidente do outro clube, contratações impensadas de técnicos não preparados para o cargo e até mesmo uma disputa exagerada por uma taça de bolinhas, tornaram o clube São Paulo aos olhos de quase todos, um time como qualquer outro.
Quase todos! Quase todos pois é tão fácil enxergar que de 2008 pra cá o São Paulo não foi o mesmo de 2005-2008, mas não deixou de ser grande. Se em termos de títulos o saldo foi zero, em campo, mesmo jogando burocraticamente, o São Paulo nunca deixou de estar lá em cima da tabela. Se não fomos incisivos e decisivos, não nos tornamos um time patético, que entraria em no Campeonato Brasileiro, para ser um mero coadjuvante. Ainda sim, éramos temidos! O nacional se iniciava, e mesmo após dizerem que o São Paulo tinha se tornado comum, ninguém ousava dizer que não era éramos favoritos. Também não tem como dizer que não conquistamos títulos, pois conquistamos alguns que poucos conquistaram. Mil jogos do M1to, 100 gols do M1to, sequencia infindável de partidas do M1to, quantos conquistarão estes títulos?
Não há o que contestar! Ainda somos grandes, e entre os grandes, ainda somos o primeiro!
Guilherme Licioni
PS: obrigado Marcelo Portugal Gouvêa!









