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domingo, 17 de junho de 2012

Há exatos 20 anos começava a história do Tricolor como o maior conquistador Brasileiro da América...

Por Unknown



O Adversário era o Newll´s Old Boys, da Argentina. O local nosso palco favorito para decisões, o Morumbi. O dia, 17 de junho de 1992. O herói, Armelindo Donizete Quagliato, ou simplesmente Zetti. O Campeão da Libertadores da América de 1992, O São Paulo.
A algumas colunas venho falando da imagem de um time pouco competitivo que o Tricolor de hoje está passando a torcida. Para quem não viu aquela inesquecível partida de 92, hoje temos a oportunidade de revela através do You Tube, olhem lá, se deliciem com a conquista do time, mas principalmente observe. Veja o volume de jogo que o São Paulo de Telê tinha, era incrível. Enquanto não conseguiam o gol não paravam, seguiam uma busca incessante até as redes adversárias. Era lindo de ver, emocionante, impossível de não gostar de ver o Tricolor jogar. Meus amigos, torcedores de outros times, comentavam e dava pra perceber nas conversas que eles respeitavam, e muito nosso time, nosso técnico, nossos talentos.
Precisamos resgatar essa história, não somente através do You Tube, mas principalmente nos gramados e nos dias atuais. A homenagem a nossos ídolos daquela época é justa e deve se repetir por muitas e muitas vezes, no aniversário dos 30, 40, 50 anos da primeira conquista, sempre que possível, eles merecem, os desbravadores da América para nossa coletividade, guerreiros na luta para elevar o nome do nosso Time a todos os cantos do mundo. Porém, o resgate a que me refiro, é o resgate daquele futebol, aquele volume de jogo, aquela incansável vontade de ganhar, de ser campeão. Aquele time era destemido, não tinha adversário que o impunhava medo.
No final de 92, agora no Japão, o São Paulo como campeão da libertadores da América, enfrentaria o F.C Barcelona, campeão europeu do mesmo ano. Um time fantástico, um time que tinha em suas fileiras estrelas do futebol mundial lembradas ainda hoje, como Zubizarreta, Koeman, Stoischkov, Guardiola e Laudrup, entre outros e no banco como treinador um craque dentro e fora das quatro linhas, Johan Cruyff, o técnico holandês. Naquela final de mundial, o mundo conhecia apenas um time a ser campeão, o Barcelona. O São Paulo era um mero e ilustre desconhecido. Outros tempos, hoje qualquer time que se destaque um pouco em âmbito internacional, é visto e revisto pelo mundo através das TVs ou internet. Mas voltando a Final do Mundial de 92, para o resto do mundo aquela partida apenas selaria a condição do Barça como o melhor time do mundo, um verdadeiro Dream Time.
Porém ninguém contava com uma partida perfeita do nosso Tricolor. O herói mudou, naquele jogo o nosso camisa 10 Raí, fez dois gols e virou a partida em que o São Paulo estava perdendo e conquistou também o mundo. Naquele dia, o mundo que via aquela partida como uma perfeita luta entre Davi e Goliás, se assombrou com a exibição são paulina, ao ponto de ao final da partida o Treinador holandês Johan Cruyff dizer: “ Se formos atropelados, que seja por uma Ferrari”. E foi, uma Ferrari Tricolor, comandada por outro mestre na tática do futebol, Telê Santana e capitaneada pelo herói Raí.
Pessoal, hoje não falei sobre a rodada do brasileiro e espero não desorganizar as publicações do Blog, mas senti a necessidade de fazer essa homenagem a essa conquista memorável, emocionante, que todos os times querem e poucos têm. A conquista da América. Peço desculpas aos editores do Blog se causei algum transtorno. Volto amanhã, com os comentários sobre a vitória do Tricolor em jogo contra o Atlético Mineiro.

Um grande abraço a todos, e até a manhã.

Saudações Tricolores,

Júlio Calheiros