O Adversário era o Newll´s Old Boys, da Argentina. O
local nosso palco favorito para decisões, o Morumbi. O dia, 17 de junho de
1992. O herói, Armelindo Donizete Quagliato, ou simplesmente Zetti. O Campeão
da Libertadores da América de 1992, O São Paulo.
A algumas colunas venho falando da imagem de um time
pouco competitivo que o Tricolor de hoje está passando a torcida. Para quem não
viu aquela inesquecível partida de 92, hoje temos a oportunidade de revela
através do You Tube, olhem lá, se deliciem com a conquista do time, mas principalmente
observe. Veja o volume de jogo que o São Paulo de Telê tinha, era incrível.
Enquanto não conseguiam o gol não paravam, seguiam uma busca incessante até as
redes adversárias. Era lindo de ver, emocionante, impossível de não gostar de
ver o Tricolor jogar. Meus amigos, torcedores de outros times, comentavam e
dava pra perceber nas conversas que eles respeitavam, e muito nosso time, nosso
técnico, nossos talentos.
Precisamos resgatar essa história, não somente através do
You Tube, mas principalmente nos gramados e nos dias atuais. A homenagem a
nossos ídolos daquela época é justa e deve se repetir por muitas e muitas
vezes, no aniversário dos 30, 40, 50 anos da primeira conquista, sempre que
possível, eles merecem, os desbravadores da América para nossa coletividade, guerreiros na luta para elevar o nome do
nosso Time a todos os cantos do mundo. Porém, o resgate a que me refiro, é o
resgate daquele futebol, aquele volume de jogo, aquela incansável vontade de
ganhar, de ser campeão. Aquele time era destemido, não tinha adversário que o impunhava medo.
No final de 92, agora no Japão, o São Paulo como campeão
da libertadores da América, enfrentaria o F.C Barcelona, campeão europeu do
mesmo ano. Um time fantástico, um time que tinha em suas fileiras estrelas do
futebol mundial lembradas ainda hoje, como Zubizarreta, Koeman, Stoischkov,
Guardiola e Laudrup, entre outros e no banco como treinador um craque dentro e
fora das quatro linhas, Johan Cruyff, o técnico holandês. Naquela final de
mundial, o mundo conhecia apenas um time a ser campeão, o Barcelona. O São
Paulo era um mero e ilustre desconhecido. Outros tempos, hoje qualquer time que
se destaque um pouco em âmbito internacional, é visto e revisto pelo mundo
através das TVs ou internet. Mas voltando a Final do Mundial de 92, para o
resto do mundo aquela partida apenas selaria a condição do Barça como o melhor
time do mundo, um verdadeiro Dream Time.
Porém ninguém contava com uma partida perfeita do nosso
Tricolor. O herói mudou, naquele jogo o nosso camisa 10 Raí, fez dois gols e
virou a partida em que o São Paulo estava perdendo e conquistou também o mundo.
Naquele dia, o mundo que via aquela partida como uma perfeita luta entre Davi e
Goliás, se assombrou com a exibição são paulina, ao ponto de ao final da
partida o Treinador holandês Johan Cruyff dizer: “ Se formos atropelados, que
seja por uma Ferrari”. E foi, uma Ferrari Tricolor, comandada por outro mestre
na tática do futebol, Telê Santana e capitaneada pelo herói Raí.
Pessoal, hoje não falei sobre a rodada do brasileiro e
espero não desorganizar as publicações do Blog, mas senti a necessidade de
fazer essa homenagem a essa conquista memorável, emocionante, que todos os
times querem e poucos têm. A conquista da América. Peço desculpas aos editores
do Blog se causei algum transtorno. Volto amanhã, com os comentários sobre a
vitória do Tricolor em jogo contra o Atlético Mineiro.
Um grande abraço a todos, e até a manhã.
Saudações Tricolores,
Júlio Calheiros








