Durante, principalmente os últimos meses, podemos
observar através da mídia uma verdadeira guerra jurídica envolvendo São Paulo e
Inter (auxiliando juridicamente o jogador), nesta quarta, 06/06/12, a luta será dentro das quatro linhas. O jogo em
Porto Alegre apesar dos desfalques dos dois times promete ser de alto nível, são
equipes qualificadas e credenciadas ao título do Brasileiro deste ano.
Neste confronto não teremos Oscar X São Paulo, o a partir
de agora legítimo jogador colorado não enfrentará seu ex-clube por estar
servindo a Seleção Brasileira. Digo isso, porque ninguém é dono de uma
propriedade enquanto esta se encontra envolvida em trâmites jurídicos, a norma
jurídica é essa, então para o bom entendedor meia palavra basta. Se sei que a
propriedade, ou direito está envolvido em pendências judiciais porque vou pagar
alguma coisa por isso.
Foi isso que o Internacional de Porto Alegre fez, pagou
literalmente pra ver, e por pouco não se deu mal. Se a justiça trabalhista
brasileira fosse realmente séria o time colorado estaria sem o jogador e caso
quisesse seu dinheiro de volta, travando uma batalha jurídica com o empresário
do mesmo. Porém a justiça trabalhista perdeu essa grande oportunidade de
mostrar ao povo brasileiro que é composta de magistrados com conduta realmente ilibada.
Uma pena...infelizmente em nosso país temos que ser
corretos ao extremo para não ter nosso nome e patrimônio envolvido em trâmites
jurídicos, pois caso isso aconteça, nas instâncias superiores sabemos que o que
vale é o poder, seja econômico ou político.
É inadmissível um magistrado da mais alta corte
trabalhista do país se valer de um remédio constitucional utilizado para reaver
a liberdade da pessoa em ir e vir, adaptá-lo para o caso do “inocente jogador e
empresário”. Ora, todos nós sabemos por que o jogador saiu do São Paulo, temos
testemunha disso. Casemiro teve a mesma proposta, porém o caráter e a família
falaram mais alto. Se Oscar tem mesmo o potencial que apresentava na base,
bastava esperar o momento certo para conseguir seu espaço. A vida é assim pra
todos, ninguém pode passar por cima de ninguém, todos devem esperar a sua hora
chegar. Mas não foi isso que aconteceu, chegou um empresário, ofereceu um bom
dinheiro, prometeu levá-lo a outro clube, discutiu com a diretoria uma
porcentagem no passe, como não conseguiu, entrou na justiça.
Um jogador tão novo e promissor iniciando a carreira
assim...tem um ditado que diz, o que começa errado, vai terminar errado...
vemos casos desse tipo sempre...
Mas juridicamente o caso foi resolvido, o Inter vai pagar
R$15 milhões e estamos conversados. Pouco? É não é um grande valor, o tricolor
vende jogadores por R$15 milhões quase todos os anos, normalmente o
jogador formado pelo São Paulo ou que tenha passado pelo time com sucesso, sai
do clube bem valorizado para o mercado europeu. Por quê? Por que lá, se busca
um perfil de jogador, quando é formado na base, claro, pode haver exceções,
porém quando elas ocorrem não vingam no clube, o jogador está lapidado, com o
perfil do clube, se expõem de forma clara e objetiva, é inteligente
e está preparado para seguir sua carreira no futebol, servindo times europeus,
sem passarem drama nas adaptações. Dificilmente um jogador do São Paulo volta
ao Brasil por que não se adaptou, ou por que teve dificuldades extra campo.
Aí alguém, pode dizer e o Breno? O Breno meu amigo,
provavelmente esteve doente, depressão ou algo parecido, um caso a ser estudado
e tratado com cautela. Se não fosse por isso e pelas contusões estaria
brilhando no futebol europeu com certeza, pois existem poucos zagueiros no
mundo com a qualidade dele, esperamos que se recupere e caso queira voltar um
dia, as portas do Tricolor Paulista estarão sempre abertas a ele.
Pra finalizar espero que nesta rodada como em todas as
outras nosso time vença e vença bem, com propriedade e grandeza, imponha aos
colorados mais uma derrota lá, e siga o seu caminho rumo ao Hepta Nacional.
Saudações Tricolores a todos, um grande abraço e até a
próxima.
Júlio Calheiros








