As fraquezas que se repetem
Ontem
dia 12 de setembro de 2012, no Estádio Independência o Tricolor foi derrotado e
perdeu de ganhar mais três pontos no Campeonato Brasileiro. O jogo foi difícil.
Sabia-se da qualidade do Galo, ainda mais em suas dependências. Mas o que predominou
no Tricolor foram a oscilação, a inconstância, as quedas de rendimento de
importantes peças do time. Ontem o que se viu foi um time sem laterais, sendo
um expulso e outro impotente em campo.
Os
laterais são duas peças que iniciaram bem no São Paulo, mas que, porém, caíram
de rendimento assombrosamente nas ultimas partidas. Estão jogando com a
titularidade em baixo do braço.
Voltando
ao Estádio Independência, no início do embate em Minas Gerais, o time mais
amado do mundo, ficou preso e sem criação, graças ao esquema de Cuca com uma
forte marcação pressão, somado à apatia criativa dos atacantes de meio-campo
tricolor. Osvaldo foi quem tentou algumas jogadas até significativas, porém não
chegaram a assustar os mineiros. Lucas, preso no lado direito do campo foi
muito bem marcado e não ofereceu perigo ao Galo, somente preocupação aos
marcadores.
Jadson
praticamente não entrou em campo ontem. Seu sumiço contribuiu
significativamente para um São Paulo completamente sem criação.
Já
não bastasse o adversário duríssimo e a falta de poderio tricolor, Douglas foi
expulso em uma jogada que não era passiva de cartão vermelho, mas o juiz da
partida Sandro Meira Ricci interpretou como tal, mandando assim para o chuveiro
mais cedo o lateral direito do time mais amado do mundo. Segundos antes deste
evento, Ney Franco preparava a entrada de Ademilson para ocupar o lugar de
Maicon, este que já tinha sofrido um cartão amarelo e que não estava
conseguindo produzir no meio-campo, porém a expulsão de Douglas forçou Ney
Franco a mudar os planos.
A
derrota para o Galo mineiro soma-se a outros três jogos consecutivos sem
vitória do Tricolor paulista, fazendo com que a sonhada vaga na Libertadores de
2013 se torne um desafio cada vez mais difícil.
Planejamento
O
São Paulo FC paga há 5 anos pela falta de planejamento da diretoria do clube.
Os torcedores acostumados a ver o time quando não campeão, sempre entre os
primeiros no Campeonato Brasileiro e, sempre amedrontando os adversários com
bons rendimentos nos campeonatos mata-mata, hoje vê um time que se arrasta para
conseguir uma vaga na Copa Libertadores, com um elenco limitado em quase todos
os setores.
Facilmente
percebemos a falta de ousadia dos chefes do clube. O conservadorismo em excesso
causa retardamento. Correr riscos é necessário.
O
técnico Ney Franco demonstra ser qualificado, sabe trabalhar com jovens, é
ousado e tem personalidade, que é o mais importante. Não é todo técnico que
mexe num time no primeiro tempo, mesmo sendo massacrado como foi o São Paulo no
jogo contra o Galo. Por estas e outras, é fácil perceber que o Professor Ney
Franco tem habilidade na prancheta.
Se
o presidente e seus conselheiros não se dedicarem em fazer o que fez Grêmio,
Fluminense e Galo, planejar uma equipe forte, com jogadores experientes e dedicados,
com qualidade e consistência, o ano de 2013 será como os últimos.








