Nos últimos meses o nome do São
Paulo FC presenciou a mídia, principalmente a internet, com andamento de
negociações. Desde a venda do meio-atacante Lucas para o PSG e o acerto com a
Semp Toshiba para se tornar a patrocinadora máster do clube. Mas, nem mesmo a
venda de Lucas, apesar dos nove dígitos, “cansou” tanto a mídia, bem como os
envolvidos, quanto todo o imbróglio de cerca de um mês e o desfeche nesta
quinta-feira, dia 20 de setembro da negociação do meia Paulo Henrique Ganso.
O jogador, agora ex-Santos,
demonstrou durante toda negociação um talante enorme em defender as cores do
time mais amado do mundo. Provavelmente a conversa que o novo contratado teve
no Sonda Supermercados com Pita, ex-jogador revelado pelo Santos que, por sua
vez brilhou no Morumbi, contribuiu muito para a determinante escolha de Ganso.
Ele simplesmente fechou as portas para qualquer proposta vinda de outro clube
nacional. Nesta conversa Pita o alertou da boa escolha que seria se Ganso
optasse pela ida para o Tricolor paulista, assim como ele fez, e acabou sendo
campeão brasileiro de 1986.
O time do Morumbi junto à
DIS/SONDA se dedicou do inicio ao fim para trazê-lo, pois era de muita vontade
da diretoria e principalmente por ser também do próprio jogador.
Muitos torcedores ainda
desconfiam desta aquisição, o que é natural, já que o jogador é reincidente no
departamento médico. Mas o que não pode ser criticado negativamente é a sua
qualidade. Quando as oportunidades vieram a ele, ou seja, quando o time da Vila
esteve consistente ele brilhou. É só recordar a Copa Libertadores 2011, bem
como os Paulistas e outros jogos avulsos que o então camisa 10 esbanjou talento.
O investimento alto feito pela
cúpula tricolor, se dá, além do fato do time estar precisando de reforços no
elenco, também pela promessa da presidência em investir as últimas receitas
auferidas no futebol do time. Igualmente, é importante relevar o fato de o
Tricolor não contar com um meia armador, criativo como é o Ganso desde os tempos
de Danilo (atualmente Corinthians). Aliás, os dois possuem características
semelhantes exceto uma, pelo menos no que demonstrou jogando no Santos, mas
pode mudar isso no SPFC: A pegada na marcação, que alguns preferem considerar
como a falta de garra, o que eu particularmente não concordo. Talvez esta
característica dependa muito do esquema tático ou do técnico que está no
comando.
O torcedor tricolor é acostumado
aos elencos de pegada, marcação, mas o jogador recém contratado veio com a
principal função de criar, dar passes cintilantes e é claro acrescentar
qualidade ao elenco que muitas vezes carece de uma peça que cadencie o jogo no
meio campo. Ganso é jogador para manter a posse de bola e não para carregar ela.
Joga bem para os lados e define melhor ainda com grandes passes para frente.
A maior preocupação do torcedor
que espera ansioso a estréia do garoto é a parte física. O jogador, como todos
sabem, é reincidente no departamento médico. Esta realidade, com certeza é a
maior contribuição para a desconfiança de alguns torcedores e de comentaristas.
De fato é um risco, porém, pode ser iniciado no REFFIS (Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e
Fisiológica) uma fase tratamento que pode somar muito na parte física do
meia.
A previsão não é exata, mas
cogita-se que ele volte a jogar e ao mesmo tempo estrear pelo Tricolor em
dentro de 15 dias. A expectativa é de que o
ex-Vila Belmiro brilhe no Morumbi, e que o Tricolor volte a ter um meio-campista
clássico.
Parabéns à diretoria pela
dedicação ao caso e pelo esforço em fazer um negócio arriscado, este feito
demonstrou arrojo por parte dos dirigentes. E parabéns a Paulo Henrique Ganso
que agora é um TRI campeão mundial e que, pelo menos durante as negociações,
demonstrou uma vontade imensa em defender as cores do time mais amado, vontade
esta que a vezes falta a alguns que estão jogando no time atualmente. Veremos
quando a bola rolar para ele.
OPINEM!!!








