Talvez a empolgação do torcedor, a sua pulsação mais
acelerada ao se lembrar que está de volta à Libertadores cegue-o de certa forma,
fazendo acomodar-se e aguardar a estréia, afinal o final do ano de 2012 fez o torcedor do time mais amado do Brasil
reviver seus momentos de orgulho frenético. Torcedor orgulhoso sim, pois sabe
muito bem que quando o gigante acorda, faz tremer o chão das arenas, estádios e
qualquer lugar onde haja ao menos um coração tricolor.
O que muitos, apesar de impossível, pode não ter notado, ou
parado pra pensar, é que um sujeito, ainda menino, mas com a força, garra e
habilidade de gente muito grande, chamado Lucas, alimentava em, no mínimo 50% o
ataque do TRIcolor. A sua ousadia e velocidade preocupava pavorosamente a
defesa adversária. O garoto era capaz de armar um verdadeiro salseiro na
defesa, fazendo-os irem todos pra cima de si na tentativa de pará-lo, e quando
conseguiam, na maior parte era com faltas. Isso desestabilizava completamente
uma defesa, sem contar que deixava LF9 muitas vezes em condições claras de gol.
O coração do menino é gigante indiscutivelmente, a ponto de
mesmo vendido ter se entregado tanto quanto todo o time na batalha por um
título. Mereceu. Deus recompensa nossos esforços. O menino se doou à camisa, à
torcida e ao escudo. Não ganhou o título sozinho, jamais. Porém, como dito, ao
menos 50% do ataque astucioso da equipe dependia do garoto.
Agora, reflete-se a seguinte situação: o grandioso tricolor
paulista, após todos esses anos, para a vibração da colossal nação, retorna pro
lugar que é seu, como de outros gigantes sul-americanos, que é a Libertadores,
com muitas verdinhas nos cofres, aliás, provavelmente o time com mais
tranqüilidade financeira no país atualmente, ou seja, teoricamente a diretoria
tem a faca e o queijo, motor e combustão nas mãos, para se consagrar uma
administração vitoriosa neste ano que se inicia, no entanto, por causas
inexplicáveis, parece, pelo menos esta parecendo não fazer questão de ao menos, se esforçar para tentar um nome sane ou, tente sanar a ausência do garoto coração
gigante.
Tentar de verdade. Seduzir a outra parte com boas propostas e também não se esquecer que a necessidade ou a vontade de trazer parte do
time e da nação. Não pode haver tanto orgulho neste momento. Trata-se sim do
jogador Vargas, afinal este tem sido o alvo ultimamente, mas pode-se abrir os
cofres e ser mais afoito tentando outros nomes, enfim, mas no momento é o chileno. Porém
há concorrências, o Arsenal, e se há, então serão ouvidas ambas as propostas, e
se os diretores querem mesmo o garoto chileno deverão baixar a bola, ceder e se
preocupar com a montagem de uma equipe muito forte e não com o ego de uma administração, pois quando
o torcedor tricolor e também os de outros clubes olharem para traz, não será o
orgulho de uma diretoria que estará gravado na retina, mas as glórias e
conquistas de um time vitorioso e consequentemente o arrojo de uma ótima
administração.
E aí, alimente o gigante, e ele fará tremer o chão, e os
adversários o temerão. Alimente-o, sane a gana de vitória do maior clube do
Brasil.
Lembre-se, as diretorias de 1992, 1993 e 2005 jamais serão esquecidas. Que a de 2013 faça-se eterna.








