Poucos
toques na bola durante o jogo. Quando ela chega, um lance rápido, geralmente
genial – um chapéu, um toque de calcanhar, um lançamento.
Os olhares
menos entusiasmados sobre o Tricolor dos últimos três anos atentarão à
semelhança. O futebol apresentado pelo nosso atual camisa 8, mesmo nos tempos
de Vila Belmiro, lembra muito o praticado pelo veterano Rivaldo durante sua
passagem pelo Morumbi em 2011.
Sou fã do
Rivaldo. Listo ele entre os 10 ou 20 melhores jogadores que já vi jogar.
Porém, ao
contrário dos muitos que criticavam Carpegianni por não escalá-lo como titular
em 2011, nunca achei que o atual jogador do São Caetano tivesse condições de
comandar o nosso meio campo, mesmo nos tempos difíceis que vivíamos naquela
época. (Que fique claro, mesmo concordando nesse ponto, acho Carpegianni um
péssimo treinador)
Rivaldo não
tinha condições físicas, era pouco combativo na marcação, e exigia um time
muito redondo para que a bola chegasse com precisão ao seu pé.
Não deu
outra: 2012 começou com o camisa 10 do pentacampeonato da seleção sem contrato
renovado.
Águas
passadas seriam estas, se não estivéssemos diante de um jogador muito parecido
no atual elenco Tricolor: Paulo Henrique Ganso.
Pior ainda:
ao contrário de Rivaldo, Ganso veio como solução, após uma interminável novela
que envolveu um alto custo também para o São Paulo.
Quando
Ganso surgiu, no espetacular time do Santos de 2010, não tive dúvida em
apontá-lo como craque. Hoje, tenho dúvidas, se contratamos um fantástico meia,
como o que brilhou há quase três anos atrás, ou um peladeiro, que entende do
assunto, mas que padecerá do rótulo de eterna promessa, que de tanta gente já
fez vítima.
No atual
time do São Paulo, com três atacantes, montado sob a premissa da velocidade,
Ganso não tem vez. (Ponto pra Ney Franco).
Espero, de
verdade, que eu esteja muito errado, e Ganso seja o nosso comandante dos
tetracampeonatos.
Enquanto
isso, vamos de Jádson e Cañete...









