De volta à América, de volta à adrenalina e vibração
são-paulina, e com panca de quem quer brigar muito, e brigar lá na frente, e
mostrar o motivo da grandeza do primeiro, que é o Tricolor. Numa bela
apresentação nesta quarta-feira, dia 23 de janeiro de 2013, a estréia do
Tricolor pela pré-Libertadores, o gigante mostrou sua gigantesca força, quando
se trata do torneio sul-americano, aliás, é o campeão da Copa Sul-Americana
também. O São Paulo FC encheu os olhos dos que acompanhavam a partida contra o
time das altitudes, Bolívar-BOL, em pleno Morumbi, com a massa alvoroçada de
histeria, vendo um ataque fulminante contra o fraco [quando joga fora de seus
domínios] time boliviano. No entanto, é Libertadores, não importa o retrospecto
que o adversário tenha, todo jogo pode se tornar complicado e difícil, mas o
Tricolor não deu sequer brechas para que isto acontecesse.
O técnico Ney Franco tem se mostrado, a cada jogo, um
inovador, ou, para tantos, até mesmo um revolucionário. Não é demais, pois tem
sabido fazer a diferença, e muitas vezes contrariando as opiniões praxistas. No
início da semana quando tirou Ganso, no treino, utilizando Aloísio, muitos
criticaram ou pensaram com desconfiança. E o resultado está aí, ele sabia do
retrospecto negativo do Bolívar-BOL fora de casa e da sua força nas altitudes,
então, o ideal seria uma larga vantagem aqui, e, pensando em tudo isso, deu
velocidade ao ataque, reparou que Aloísio vinha treinando bem, se entrosando
facilmente, e fez a crucial mudança. Como disse Walter Casagrande, na
transmissão da “Rede Plim Plim” de televisão: “A questão não é a saída de
Ganso, mas sim, a entrada de um jogador que atue no lado direito do ataque e
com velocidade”.
Com o time nas mãos, Ney tem no banco, peças que entram na
mesma gana que os titulares, justamente por acreditarem nele. Resultados trazem
confiança aos próprios comandados, mas também deles em seu comandante.
Uma pequena demonstração do que teremos de Lúcio.
Determinado, comandou a defesa para não afrouxar nos momentos de tranqüilidade
da partida. Sem contar que adiantava a marcação em quase todas as bolas.
Certamente será importantíssimo para a defesa e para o grupo. Que monstro.
Luís Fabiano é genial, diferenciado e oportunista. Com
certeza o centroavante mais temido do futebol nacional. Qualquer time se
prepara muito no que tange atenção com LF9, ao enfrentar o Tricolor. Fabuloso é
temido.
Jadson brilhou, parece se tornar cada vez mais competitivo a
cada partida, principalmente nas decisivas, parece mais confiante, não só pelos
gols, mas no posicionamento, tem corrido muito. Osvaldo, muito a vontade com o
manto tricolor, abriu o placar com um golaço e ainda deu passe e sofreu pênalti,
esse cearense ainda surpreenderá mais. Aloísio encaixou muito bem no ataque, o
garoto parece ser muito inteligente com a bola nos pés com um tempo de bola
muito bom nas enfiadas. Valeu muito a mão do técnico.
A defesa não foi exigida incisivamente, tirando algumas
bolas aéreas, no entanto, importante destacar as defesas do “M1TO 40”, bem como
os desarmes, com muitos adiantamentos da zaga e dos volantes.
É óbvio que o adversário é fraco jogando fora de casa, é a
realidade, como também é certo que o São Paulo FC impôs respeito, ditou o
rítimo do jogo, sem deixar que o Bolívar surpreendesse em pleno Morumbi. Como
disse Lúcio, além da qualidade no futebol apresentado “tem que continuar na
humildade e dedicação”.
Evolução visível. Amadurecimento incrível. O mais importante
é manter a união do grupo. O Tricolor encheu de orgulho os corações
são-paulinos. Retornando à Libertadores com classe. Que Ney Franco continue com
esse time na mão, por muito tempo.
OPINEM!!!








