De volta
ao Morumbi, na expectativa de reencontrar a vitória, contra a Ponte Preta pelo
Campeonato Paulista, o Tricolor entrou em campo sem Rogério Ceni (Denis), Paulo
Miranda (Douglas) e Luís Fabiano (Aloísio), o ultimo, por defender a seleção da
CBF. Com formação inédita, em início de jogo, com o ataque formado por Cañete,
Osvaldo e Aloísio, tudo indicava uma desenvoltura ofensiva, tanto pela
personalidade do ex-Figueira, quanto a qualidade do argentino e Osvaldo juntos,
no entanto, o primeiro tempo, sem um pingo de exagero, foi sonolento. E Ney viu
isso. Da mesma forma que comandou os treinos com os mesmos jogadores, portanto,
não foi a toa que entrou com tal formação.
A
permanência da formação pro segundo tempo significa que o técnico acreditou.
Nem sempre “dá liga” de primeira, mas não se trata de desconhecidos jogando
juntos pela primeira vez, ainda assim, não encaixou. De tal arte, em se
tratando de novidades, a partida foi importante para ver Tolói jogando ao lado
de Lúcio após entrar no lugar de Rhodolfo. Apesar de que, não fazia necessário
queimar uma substituição para tal, e sim colocá-lo desde o início, mas já foi
mais uma solicitação dos torcedores atendida pelo técnico, e questão de
necessidade. Outra alteração, esta já realizada semelhante na partida contra o
Santos, foi a saída de um volante, Wellington, pra entrada de Ganso, na Vila,
foi Cañete quem entrou no lugar do polivalente.
Resumindo,
num jogo morno demais, o Tricolor sai com um 0 a 0. Fica uma impressão de
despreparo, pois na semana que segue, tem jogo pela Libertadores, e contra o
Galo mineiro em Belo Horizonte. O Tricolor não deve levar nada do jogo contra a
Ponte. Afinal, não há o que se levar de tão proveitoso que não seja os
ensinamentos, o comportamento do time trouxe más lembranças da fase ruim do ano
passado, pareceu até um fantasma. Coincidência ou não, naquela época, o time
também possuía incógnitas no ataque. Lucas faz falta, e em muitas partidas,
muito mais que em outras, no entanto, Ney tem feito muitas experiências com
Ganso, sem Ganso, com dois atacantes ou com três. Que ele tem o time na mão, é
indiscutível, no entanto não está conseguido fazê-lo jogar bem, justamente por
não ter uma formação fixa. Ele tem a opção que mais lhe agrada, que são três
atacantes, no entanto, nesta formação Ganso “não entra”, e, Ganso tem que
jogar, pois foi caro e é craque. Contra o Santos ele jogou junto a Jádson, mas
o time jogou com dois atacantes, porém, é válido que Ney insista, pois o time
estava bem naquela partida e, é um esquema, afinal de contas, é o que tem
faltado novamente, esquema fixo.
O tempo é
curto, a “Liberta” “taí”, e ver as outras equipes brasileiras com equipes muito
fortes faz o torcedor se desesperar. Natural. E não é pra menos, depois de
tantos anos, chega-se a uma Copa Libertadores, com tempo pra planejamento,
dinheiro em caixa e uma equipe forte, mas que não tem transmitido tanta
confiança para o torcedor.
Finalizando
Ganso tem
que jogar, e não por ter sido caro, mas principalmente por ser craque. Não há
duvidas de sua capacidade de resolver uma partida. Joga Ganso, joga Jádson,
joga o time que entrou contra o Santos, com Tolói no lugar de Rhodolfo. Com
opções de mudar para três atacantes no momento que se fazer necessário. Se não
há repetição fica difícil encontrar o entrosamento.
No fim
das contas, teoricamente, Ganso pro lugar de Lucas.
OPINEM!!!








