O Galo não foi tão melhor, ou somente por méritos próprios,
mas também por muitos erros do Tricolor. Na noite do dia 13 de fevereiro,
quarta-feira de cinzas, no Estádio Independência, em Minas Gerais, o técnico
Ney Franco entrou com Douglas, na expectativa do lateral fazer uma função de um
“velocista” pelo lado direito, para logicamente, dar velocidade nas saídas do
time, o problema foi que nada disso aconteceu, Douglas ficou praticamente sem
função em campo, e, dessa vez, Ney, de uma vez por todas deve desistir dessa
formação com o lateral improvisado.
Era jogo pra entrar com o time que enfrentou o Bolívar na
primeira partida, três atacantes, com Aloísio pela direita. Sido assim, o
Atlético-MG se preocuparia muito mais com o ataque Tricolor, que podia, considerando
que houve marcação dura em Jádson, ter maior apoio dos laterais, pois já foi
percebido que Aloísio busca o jogo fora da área com certa facilidade, assim,
teria um esquema mais aguçado e acostumado a jogar.
Ney vem acertando bastante estrategicamente, mas dessa vez,
faltou ofensividade ao Tricolor ao levar 1 a 0. No entanto, mais que qualquer
possível erro de escalação por parte do técnico, pesou muito mais a(s) falha(s)
de Rhodolfo, que já vem sendo freqüentes. Neste caso, mais de atenção que técnica,
no primeiro gol do Galo. No segundo, já foi uma falha coletiva que terminou no
gol do ótimo zagueiro Rever. Mas neste coletivo de erros, ele também estava
presente. Ele deve ser preservado no banco, até para sua melhora, pois já
mostrou que pode jogar em alto nível, no entanto não encontra-se em boa fase.
Jogador é assim, vive de boa fase e, Tolói estava voando ano passado, por mais
que tenha que sofrer adaptação, já está mais que na hora de Ney mudar isso,
teoricamente será bom para o time, pro Rhodolfo, pro Tolói e pra zaga em si.
O Galo usou muito bem Ronaldinho, que praticamente foi o
criador dos dois gols mineiros. Ele fez a diferença. O Galo conta com um
sistema de marcação forte, principalmente com Pierre na cabeça da área, no
entanto, o resultado positivo para os mineiros se resumiu em falhas grotescas
da defesa são-paulina, o que favoreceu aos mineiros um controle muito maior do jogo,
em todo o primeiro tempo, aliás, o Tricolor “não jogou” na primeira etapa.
Mas além das falhas, a apatia pós gol sofrido foi o mais
angustiante, o time morreu em campo. Na segunda etapa, com Aloísio em campo,
não por ser Aloísio, mas por estar muito mais ofensivo, e usando um jogador que
vem confiante, o time se soltou muito mais, merecendo até mesmo o empate pelas
chances que perdeu.
Ney necessita urgentemente de um time fixo, e forte. Seja no
4-3-3 ou 4-4-2. O ideal, até para ter um jogador a mais com capacidade de
decidir o jogo, é a segunda opção, com Ganso em campo, e, quando não for
possível, por qualquer força maior, ai sim entrar com o 4-3-3, com Aloísio ou
até mesmo Cañete. O argentino, inclusive pode entrar no lugar de um dos meias
tranquilamente no 4-4-2 ou até no lugar de Aloísio no 4-3-3. O Tricolor tem
plantel forte. Dá pra ir longe sim. Pra brigar por título vai depender do
desenvolvimento até lá. Agora a mídia classificar como favoritos ao título:
Grêmio-RS, Fluminense-RJ e Corinthians-SP somente, e favorito de chave o
Atlético-MG, com SPFC em segundo. Acho que é cedo demais. Tem muitas viagens para
outros países ainda por vir.








