Hoje o Tricolor tem o dever de vencer. Como disse o técnico:
“Não precisa dar show”. E não precisa mesmo, precisa demonstrar confiança e
garra. Fatores importantíssimo em qualquer disputa. Jogar bonito é jogar bem e
vencer os jogos. O SPFC do Muricy não era exemplo de beleza no futebol
apresentado, mas se tornou belo pelas glórias. Jogar bonito vai ser
conseqüência da segurança e eficiência do trabalho do técnico junto ao dos
comandados, ou seja, os resultados positivos.
Na Libertadores não precisa jogar bonito. Isso nunca
existiu, nem tão pouco existirá. Vale muito mais a glória, a garra, o empenho,
o amor ao manto e seguramente os resultados vitoriosos, que serão inevitáveis.
O SPFC tem pela frente o Arsenal de Sarandi no Pacaembu,
jogo chave para deslanchar a carruagem tricolor. Vencendo, e dependendo do
resultado do Galo, o Tricolor encosta para amedrontar os mineiros.
O Gigante deve se levantar esta noite, em São Paulo, para
dar boas vindas às outras equipes na Libertadores. O Tricolor sempre respirou a
competição sul-americana e não será desta vez, após um duríssimo jejum, que irá
inalar outros ares que não o da competitividade na “Liberta”.
A torcida está a milhões, na expectativa do engrenar nos
trilhos. O time é experiente e competitivo, o que resta aos comandados de Ney é
o esquema ideal que proporcione qualidade em todos os setores. Logicamente
algumas peças ainda não estão no melhor de seus rendimentos. Mas a garra e a
determinação pode compensar certas deficiências.
As surpresas para esta noite de quinta-feira, podem ser
Wallyson e Fabrício. O primeiro entrou muito bem no domingo pelo Paulista e o
segundo pode ser usado para cobrir a ausência de Denílson (dores no joelho
direito) e por estar de volta após longo tempo lesionado, também conta o fato
do volante ter entrado bem nas partidas em que foi solicitado. Duas peças muito
importantes para compor o elenco, já que os dois não vinham sendo utilizados
ainda. Pois, Fabrício tem muito potencial na marcação e características
totalmente aparentadas com o que exige nesta copa. Já o atacante, pode fazer
Ney continuar sonhando com o tão desejado por si, desde que eficiente, 4-3-3.
O receio ainda fica por conta da defesa. A cabeça da área,
apesar de os volantes ainda não serem o mínimo parecidos com os do final de
2012, possuem muita qualidade, o que falta é a pegada mesmo, e o foco. Agora as
laterais é uma preocupação mais aguda. É interessante atentar-se para os do
banco. Muitas vezes, substituir um “insubstituível” traz a ele motivação.
Que reine o legado das fortes equipes que já levantaram este
caneco e que esta força esteja, por toda temporada e por outras tantas, neste
elenco que hoje entra em campo.








