Muricy Ramalho utilizou uma frase de efeito na reta final do
Brasileirão 2013 dizendo que “Isso aqui é muito grande meu, é um Boeing”, se
referindo ao tamanho do Tricolor, sua complexidade de comandar e que precisaria
ser grande piloto para fazer decolar e manter no ar.
Muito bem, com base na frase do Murissoca, fiz uma pequena
analogia entre o nosso time, nosso elenco, nossa fase administrativa e comparei
com a potente aeronave.
O primeiro passo para fazer um Boeing voar é fazer com que
ele exista, para isso é preciso uma grande engenharia por de trás do projeto,
com planejamento, com o desenho futurista do que se espera da aeronave e por
quanto tempo ela deve durar até que o projeto se renove, até mesmo por
necessidade imposta pelo mercado de aeronaves.
Nosso clube não deveria ser diferente, não foi realizado
planejamento a longo prazo, prioridades foram feitas e não foram bem sucedidas,
a exemplo disso temos o time deixado de lado pela diretoria que investiu na
candidatura fracassada para a Copa 2014 e desde então o planejamento começou a
ser realizado de forma presente, pensando somente no que fazer para apagar
incêndios do momento.
Um Boeing para ser construído necessita de peças boas,
resistentes e de qualidade, muitas vezes não encontradas com facilidade,
necessitando importar para conseguir, mas é investimento, pois o preço que se
paga por utilizar peças de 2ª linha pode ser caro, pois elas não encaixam,
desgastam e podem derrubar a aeronave.
É só olhar nosso elenco para perceber as peças que não
suportam o peso do Boeing, que podem comprometer o voo e isso vem se
prolongando com manutenções, peças usadas de baixa qualidade e com tudo isso
fica difícil levantar um voo seguro e se manter no ar.
Infelizmente mais uma vez não temos peças de primeira linha,
jogadores limitados, descomprometidos e mais uma vez o comandante terá muitas
dificuldades de manter a aeronave em condições de voo durante todo o trajeto de
2014 diante da turbulência e das condições precárias em que se encontra.
Resolvi fazer esta analogia, pois cansei de citar nomes, quem
é Tricolor de arquibancada como eu, sabe quem atrapalha, sabe quais são aqueles
a que me refiro como “peças” que não servem numa aeronave deste tamanho, onde
mesmo assim são utilizadas e comprometem.
Começamos o ano como terminamos, derrota, protestos, time
apático, desentrosado e pelo jeito vai ser assim caros sofredores, nossa
diretoria pouco se movimenta, espera jogadores bons só que não quer pagar e as
soluções baratas que encontramos pela América do Sul parece que nem entram em
pauta, será tão difícil contratar jogadores que se destacam nos times que
participam da Sul Americana? Será que o São Paulo não é privilégio para eles?
Será que não pagamos um bom salário, que não oferecemos uma boa estrutura? Fica
a dica diretoria, olhem o time da Universidade do Chile, Olimpia, Lanus, times
que ano passado se destacaram e que assim como o nosso, também possuem seus 2
ou 3 jogadores que podem ser aproveitados (risos).
Só para encerrar isso não é um privilégio dos mais velhos,
as nossas joias de Cotia, como afirma nosso presidente, passou vergonha na
Copinha (novamente), onde eu avisei que não possui time, possui alguns
destaques, mas como time é muito fraco e inferior com relação ao orgulho que se
tem da “escola de formação de craques”, onde o último que saiu já fazem dois
anos.
Vamos aguardar próximos voos do Boeing Tricolor, só espero
que possa se manter no ar, sem turbulências, pelo menos não frequentes, mas que
não possam derruba-lo, assim como suas peças, espero que haja manutenção!








