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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Boeing Tricolor

Por Unknown

Muricy Ramalho utilizou uma frase de efeito na reta final do Brasileirão 2013 dizendo que “Isso aqui é muito grande meu, é um Boeing”, se referindo ao tamanho do Tricolor, sua complexidade de comandar e que precisaria ser grande piloto para fazer decolar e manter no ar.

Muito bem, com base na frase do Murissoca, fiz uma pequena analogia entre o nosso time, nosso elenco, nossa fase administrativa e comparei com a potente aeronave.

O primeiro passo para fazer um Boeing voar é fazer com que ele exista, para isso é preciso uma grande engenharia por de trás do projeto, com planejamento, com o desenho futurista do que se espera da aeronave e por quanto tempo ela deve durar até que o projeto se renove, até mesmo por necessidade imposta pelo mercado de aeronaves.

Nosso clube não deveria ser diferente, não foi realizado planejamento a longo prazo, prioridades foram feitas e não foram bem sucedidas, a exemplo disso temos o time deixado de lado pela diretoria que investiu na candidatura fracassada para a Copa 2014 e desde então o planejamento começou a ser realizado de forma presente, pensando somente no que fazer para apagar incêndios do momento.

Um Boeing para ser construído necessita de peças boas, resistentes e de qualidade, muitas vezes não encontradas com facilidade, necessitando importar para conseguir, mas é investimento, pois o preço que se paga por utilizar peças de 2ª linha pode ser caro, pois elas não encaixam, desgastam e podem derrubar a aeronave.

É só olhar nosso elenco para perceber as peças que não suportam o peso do Boeing, que podem comprometer o voo e isso vem se prolongando com manutenções, peças usadas de baixa qualidade e com tudo isso fica difícil levantar um voo seguro e se manter no ar.

Infelizmente mais uma vez não temos peças de primeira linha, jogadores limitados, descomprometidos e mais uma vez o comandante terá muitas dificuldades de manter a aeronave em condições de voo durante todo o trajeto de 2014 diante da turbulência e das condições precárias em que se encontra.

Resolvi fazer esta analogia, pois cansei de citar nomes, quem é Tricolor de arquibancada como eu, sabe quem atrapalha, sabe quais são aqueles a que me refiro como “peças” que não servem numa aeronave deste tamanho, onde mesmo assim são utilizadas e comprometem.

Começamos o ano como terminamos, derrota, protestos, time apático, desentrosado e pelo jeito vai ser assim caros sofredores, nossa diretoria pouco se movimenta, espera jogadores bons só que não quer pagar e as soluções baratas que encontramos pela América do Sul parece que nem entram em pauta, será tão difícil contratar jogadores que se destacam nos times que participam da Sul Americana? Será que o São Paulo não é privilégio para eles? Será que não pagamos um bom salário, que não oferecemos uma boa estrutura? Fica a dica diretoria, olhem o time da Universidade do Chile, Olimpia, Lanus, times que ano passado se destacaram e que assim como o nosso, também possuem seus 2 ou 3 jogadores que podem ser aproveitados (risos).

Só para encerrar isso não é um privilégio dos mais velhos, as nossas joias de Cotia, como afirma nosso presidente, passou vergonha na Copinha (novamente), onde eu avisei que não possui time, possui alguns destaques, mas como time é muito fraco e inferior com relação ao orgulho que se tem da “escola de formação de craques”, onde o último que saiu já fazem dois anos.


Vamos aguardar próximos voos do Boeing Tricolor, só espero que possa se manter no ar, sem turbulências, pelo menos não frequentes, mas que não possam derruba-lo, assim como suas peças, espero que haja manutenção!