Um dos maiores laterais-direitos de nossa gloriosa história, Pablo Justo Forlán Lamarque, ou simplesmente Pablo Forlan, chegou ao São Paulo FC no final da década de 60 para ajudar a nos colocar de volta ao caminho de títulos, após 13 anos de jejum, o maior dos nossos pouco mais de 78 anos de existência.
Com um título de Libertadores e mais quatro Campeonatos Uruguaios na bagagem até então, o aguerrido defensor deixava o Peñarol para vir ao Brasil, ser tricampeão paulista, e iniciar, junto com Pedro Rocha, a saga de craques uruguaios que se tornariam ídolos no Morumbi.
Ah sim, e parece que o filho dele joga bola também. Com passagens destacadas pelos espanhóis Villarreal e Atlético de Madri, e de menos brilho em Manchester United, Internazionale de Milão e Internacional de Porto Alegre, o atacante também coleciona o título de melhor jogador da última Copa do Mundo.
Desde muito, ouço falar de um tal desejo dos Forlans, pai e filho, de que o mais novo jogue no São Paulo. Tempos atrás, antes de desembarcar no Beira-Rio, isso quase ocorreu. Mas o salário astronômico oferecido pelo Inter (dizem na imprensa, na casa R$ 900 mil/mês), o fizeram mudar de desejo.
Eis que agora, cerca de um ano e meio depois de sua chegada, o clube do Sul anuncia que o atacante está a venda. O São Paulo tem dificuldade de encontrar peças no mercado, especialmente para o setor ofensivo. Na minha opinião, se Forlan diminuir (e bem) a pedida, poderia até rolar negócio. Mas caso o gringo venha para Morumbi, é preciso ficar atento. Se sobra talento, parece que falta a Diego Forlan um pouco da regularidade e garra uruguaias que tanto nos conquistou ao longo da últimas 4 décadas...









