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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Detalhes sobre a vinda de Pato não (ou pouco) veiculados pela imprensa

Por Wagner Moribe (@wmoribe)

Uma verdadeira bomba caiu sobre o futebol paulista no final da tarde desta quarta-feira. Com algumas semanas de atraso, São Paulo FC e o time de Itaquera resolveram arregaçar as mangas, e arriscar mais em busca de reforços para 2014.

Pro Parque São Jorge, segue o meia Jadson, em troca da chegada de Alexandre Pato no Morumbi, em uma daquelas típicas negociações que ainda nos lembraremos por muito tempo.
Pois bem, desde a divulgação da concretização (ou quase) da troca entre os dois clubes paulistas, uma enxurrada de notícias atravessadas e de opiniões vazias tomaram conta de programas de TV, sites, blogs, redes sociais e rodas de conversa. Respeito toda opinião e crítica, desde que baseadas em fatos concretos.
É impossível chegar a qualquer conclusão sobre o acerto ou erro desta negociação sem ter em mãos todas as informações sobre ela. Assim sendo, repasso aqui alguns pontos pouco ou não disseminados nas grandes mídias, que podem ser relevantes para seu julgamento a respeito da negociação:
1-Jadson só tinha contrato até dezembro, e não queria renovar. Segundo disse o renomado jornalista Paulo Vinicius Coelho no Bate-Bola 1ª edição desta quinta-feira, o São Paulo esteve muito perto de trocar Jadson por Nilmar por empréstimo de 1 ano, nos últimos dias. Chegou até a acertar salários com o atacante, mas o Al-Rayyan acabou dando para trás na última hora. O São Paulo ainda pensava em renovar o contrato de Jadson, e emprestá-lo a outro clube, mas o meia não se via mais no Tricolor.  
2-Jadson é de família de curintianos. O site da ESPN trouxe ontem um trecho de uma das respostas dadas pelo pai de Jadson em entrevista a respeito da iminente negociação, na qual ele(pai) dizia que as 2 irmãs de Jadson estavam felizes, pois ambas são curintianas.  Isso quer dizer que Jadson torce pro time de Itaquera? Não. Quer dizer que Jadson fez corpo mole no Tricolor? Não. Apenas pode ser um indício de que o meia via com bons olhos a ida pro rival, e pode não ter feito tanta força pra ficar no Morumbi.
3-Mano Menezes conhece Jadson desde os 17 anos e o convocou para a Seleção quando era técnico da mesma. Mais um indício do quanto Jadson pode ter se esforçado para ir pro time de Itaquera.
4-Pato já mandou a torcida são-paulina se calar por 2 vezes. Torcedores de memória curta não se lembram, mas nos 2 clássicos entre São Paulo e Itaquera do Paulistinha de 2013, Pato fez gol de penalti e pediu silêncio para a torcida Tricolor. Mundo dá voltas, né Pato?
5-Pato x Rogério Ceni. O menino mimado já trocou farpas dentro e fora de campo com o nosso capitão também. Há quem diga que só faz sucesso no São Paulo quem não cutuca o M1to. Acho um pouco de exagero, mas que uma chegada bem humilde de Pato no CT de Barra Funda ajudaria no clima do Tricolor, disso eu não tenho dúvidas.
6-O time de Itaquera pode vender o Pato a hora que quiser? Algo que não foi bem explicado ainda. Caso Pato comece a jogar bem no Tricolor, certamente não lhe faltarão propostas de fora do país a cada janela de transferências.
7-E se Jadson for vendido? Já li duas informações diferentes a respeito disso. Uma dá conta que o passe de Jadson passará a ser dividido entre o time de Itaquera e o jogador. A outra diz que, caso Jadson seja vendido, 50% do valor é repassado ao Tricolor. Faz diferença, né?
8-Ao final do empréstimo de 2 anos, quanto o São Paulo terá que desembolsar pra ficar com Pato em definitivo? Ao que me consta, o rival pedirá 15 milhões de euros para efetuar a venda. Acho que o São Paulo poderia ter sido mais habilidoso nesta negociação, abrindo brecha para algo do tipo, 7,5 milhões de euros por metade do passe, com ele seguindo no Tricolor.
Enfim, na minha humilde opinião, levando-se em conta tudo que foi dito e feito, o São Paulo fez sim uma boa contratação. Não querendo repetir o discurso que já nos fez cair do cavalo por diversas vezes – Sierra, Ricardinho, Ganso, etc... – mas o mais importante, é que Pato tem talento, e basta querer jogar. Mas é preciso paciência com ele. Paciência que o time de Itaquera não teve, e que já começa abalada por conflitos recentes entre o atacante e a torcida. Mas diante de um time tão fraco e sem esperança como este atual, Pato pode ser uma fonte de inspiração pro time. Quem sabe?
Ceni, Antonio Carlos, Rodrigo Caio e Roger Carvalho; Douglas, Souza, Wellington, Ganso e Alvaro Pereira; Pato e Luis Fabiano
É esperar pra ver....