Ultimas colunas

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Hora do 3-5-2 (de novo)

Por Wagner Moribe (@wmoribe)


Desde que o técnico Émerson Leão decidiu escalar o São Paulo com três zagueiros, em sua 1ª passagem pelo Morumbi, iniciando uma trajetória de títulos no 3-5-2, que o torcedor são-paulino vez ou outra pede a volta do esquema tático, dito defensivo, nos momentos de maior irregularidade da equipe.

O ano era 2004 e o São Paulo vivia uma crise pós-eliminação na Libertadores para o Once Caldas. Cuca fora demitido para a chegada de Leão. Diante de uma equipe instável, o novo comandante não exitou em colocar Fabão, Lugano e Rodrigo juntos, o que faria o time arrancar rumo a 3ª colocação no Brasileirão daquele ano, e iniciar a última série de títulos que vivemos, com três defensores, com direito a 1 paulista, 1 libertadores, 1 mundial e 2 brasileiros (o Brasileirão de 2006, ganhamos no 4-4-2).

Por essas e outras que questiono quando dizem que Cuca montou a base do trimundial. Mentira. Com Cuca, o time jogava no 4-4-2, com Lugano no banco. E ainda sem Junior, Josué, Mineiro, Amoroso e Luizão. E mais, da baciada do Goiás, o único indicado por Cuca foi Fabão, como ele mesmo admite quando perguntado.

Mas voltando ao tema principal deste texto, parece que chegamos a mais um destes momentos propícios ao 3-5-2. Lembrando, foi este esquema implantado pelo Muricy que nos fez fugir da degola no ano passado.

Nove rodadas já se passaram em 2014, e nenhum suspiro de que o time está engrenando. Pra complicar, domingo tem clássico contra o embalado Santos. Clássico, daqueles que não ganhamos desde 2012. Uma ótima hora para dar uma mexida brusca no time.

Na minha opinião, o esquema tático de um time deve ser escolhido de acordo com a disponibilidade de peças no elenco. Para um 3-5-2 dar certo, são três condições essenciais:

1- Haver 3 zagueiros minimamente aceitáveis no elenco, sendo que pelo menos um deles tem que ter saída de jogo. Este homem da saída, sem dúvida alguma, seria Rodrigo Caio. O nosso ‘nem zagueiro, nem volante’, me parece a única opção viável no elenco. Tolói poderia ser esse líbero também, ou pelo menos estar entre os 3, mas JJ achou que Paulo Miranda, Édson Silva e Cia seriam o suficiente.  

2- Dois volantes com o mínimo de capacidade para atacar. Um deles hoje, sem dúvida, é Souza. Dependemos deste razoável jogador (Que fase!). Escolher seu companheiro é tarefa mais árdua. Em tempos de mau futebol de Denílson e Wellington, talvez a lentidão de Maicon seja a melhor opção. Tem também João Schmidt, quem sabe? No fundo, é fechar os olhos e pegar qualquer um destes.

3-Alas. Álvaro Pereira é a boa surpresa de 2014. Lugar cativo entre os 11. Na direita, o nosso problema, desde a saída de Ilsinho em 2008.  Luis Ricardo, conforme previsto por este que vos escreve, é muito fraco. Sobram Douglas e Lucas Farias. Não acho Douglas essa ruindade toda que falam, mas também não entendo porque Muricy se quer conta com Lucas. E tem o Auro, dos juniores também. Mas é preciso cuidado. A camisa parece ter pesado um pouco sobre Ewandro e Boschilla.

Assim, sendo, que tal pra domingo: Rogério Ceni; Roger Carvalho, Rodrigo Caio e Antonio Carlos; Douglas, Souza, Wellington, Ganso e Álvaro Pereira; Pabón (Osvaldo) e Luis Fabiano.


A se testar...