Desde
que o técnico Émerson Leão decidiu escalar o São Paulo com três zagueiros, em
sua 1ª passagem pelo Morumbi, iniciando uma trajetória de títulos no 3-5-2, que
o torcedor são-paulino vez ou outra pede a volta do esquema tático, dito
defensivo, nos momentos de maior irregularidade da equipe.
O
ano era 2004 e o São Paulo vivia uma crise
pós-eliminação na Libertadores para o Once Caldas. Cuca fora demitido para
a chegada de Leão. Diante de uma equipe instável, o novo comandante não exitou em colocar Fabão ,
Lugano e Rodrigo juntos, o que faria o time arrancar rumo a 3ª colocação no
Brasileirão daquele ano, e iniciar a última série de títulos que vivemos, com
três defensores, com direito a 1
paulista, 1 libertadores, 1 mundial e 2 brasileiros (o Brasileirão de 2006,
ganhamos no 4-4-2).
Por
essas e outras que questiono quando dizem que Cuca montou a base do trimundial.
Mentira. Com Cuca, o time jogava no 4-4-2, com Lugano no banco. E ainda sem Junior,
Josué, Mineiro, Amoroso e Luizão. E mais, da baciada do Goiás, o único
indicado por Cuca foi Fabão, como
ele mesmo admite quando perguntado.
Mas
voltando ao tema principal deste texto, parece que chegamos a mais um destes
momentos propícios ao 3-5-2. Lembrando, foi este esquema implantado pelo Muricy que nos fez fugir da degola no ano
passado.
Nove
rodadas já se passaram em 2014, e nenhum
suspiro de que o time está engrenando. Pra complicar, domingo tem clássico
contra o embalado Santos. Clássico,
daqueles que não ganhamos desde 2012. Uma ótima hora para dar uma mexida brusca no time.
Na
minha opinião, o esquema tático de um time deve ser escolhido de acordo com a
disponibilidade de peças no elenco. Para um 3-5-2 dar certo, são três condições
essenciais:
1- Haver 3 zagueiros minimamente
aceitáveis no elenco, sendo que pelo menos um deles tem que ter saída de jogo. Este homem da saída, sem dúvida alguma, seria Rodrigo Caio. O nosso ‘nem zagueiro,
nem volante’, me parece a única opção viável no elenco. Tolói poderia ser esse líbero também, ou pelo menos estar entre os
3, mas JJ achou que Paulo Miranda, Édson Silva e Cia seriam o suficiente.
2- Dois volantes com o mínimo de
capacidade para atacar. Um deles
hoje, sem dúvida, é Souza. Dependemos
deste razoável jogador (Que fase!). Escolher seu companheiro é tarefa mais
árdua. Em tempos de mau futebol de Denílson
e Wellington, talvez a lentidão de Maicon seja a melhor opção. Tem também João Schmidt, quem sabe? No fundo, é
fechar os olhos e pegar qualquer um destes.
3-Alas. Álvaro
Pereira é a boa surpresa de 2014. Lugar cativo entre os 11. Na direita, o
nosso problema, desde a saída de Ilsinho em 2008. Luis
Ricardo, conforme previsto por este que vos escreve, é muito fraco. Sobram Douglas e Lucas Farias. Não acho
Douglas essa ruindade toda que falam, mas também não entendo porque Muricy se
quer conta com Lucas. E tem o Auro,
dos juniores também. Mas é preciso cuidado. A camisa parece ter pesado um pouco
sobre Ewandro e Boschilla.
Assim,
sendo, que tal pra domingo: Rogério
Ceni; Roger Carvalho, Rodrigo Caio e Antonio Carlos; Douglas, Souza,
Wellington, Ganso e Álvaro Pereira; Pabón (Osvaldo) e Luis Fabiano.
A
se testar...









