A derrota para o excesso de erros!
O Tricolor paulista amargou mais uma derrota no Brasileirão 2012. Sobre o jogo muitos dos leitores já estão por dentro de como sucedeu o resultado negativo. Mas a tradução mais simples para o confronto contra o algoz São-paulino Atlético-GO é a falha individual, aliás, as falhas individuais. O apagão, pra variar na defesa, foi providencial para pelo menos 3 gols dos goianos, apesar deste jogo ser atípico para opinar, até pelos fatos ocorridos.
O problema é que a crise prolongada faz com que o jogo contra o Atlético-GO se torne a maior derrota do São Paulo. Mas a questão é que muitos jogadores resolveram falhar neste jogo. Na verdade ontem aconteceram falhas que já ocorreram antes, porém não tantas em um jogo só. Além de um pênalti que o árbitro viu. Só ele viu.
O time que o SPFC tem e o que pode ter!
Qualquer leigo vê que o elenco é ameno e que, os que dão pro gasto não estão correspondendo. O time é inexperiente em sua grande parte e não tem uma figura exemplar dentro de campo para gritar e organizar, ou seja, a união de um meio-campo fraco, com muita inexperiência gera a fragilidade, nervosismo, falta de poder de reação, etc.
A análise é simples: duas posições na defesa possuem jogadores com 21 anos de idade, que são Rafael Tolói e Douglas. Os que estão na casa dos 24 a 25, são jogadores não tão rodados, Rhodolfo e Cortez. No ataque atual, Ademilson e Willian José são muito novos também, porém resolvem quando o time se posta ofensivamente. O meio-campo possui alguns mais rodados, porém não correspondem, que são Maicon, Jadson e Cícero.
Particularmente sou a favor da base e de jogadores de baixa idade por normalmente estarem sempre com muita vontade, mas creio que esta transição para o profissional deve ser dosada. Para um time ter “moleques” como núcleo de um elenco, seja vindos da base ou por contratação, estes devem ser de muita qualidade e precisam de muita orientação dentro de campo, que normalmente parte de jogadores mais experientes que repassem confiança.
O time possui uma fragilidade imensa no meio-campo, pois não oferece perigo ao adversário que consequentemente ataca e marca seus gols. O ataque Tricolor depende muito das avançadas individuais de Lucas que fazem com que a defesa alheia se preocupe com o garoto. No entanto não pode um time depender somente de um jogador, considerando o fato de os criadores de meio-campo não estarem criando tanto assim.
A defesa ainda sofre com a ausência de consistência dos volantes. Denílson tem feito boas partidas, mas é preciso alguém de seu nível para dividir a responsabilidade e, para diretoria, esta pessoa pode ser o mais novo contratado Paulo Assunção. Jogador experiente, com quilometragem alta na Europa, porém desconhecido para os olhos tricolores.
Sua experiência pode ter sido um atrativo para a diretoria. Foi elogiado por ex-companheiros de Porto e Atlético de Madri. O jogador cuiabano terá a dura missão de ser a grande contratação da diretoria, pois por não fazer contratações de peso, como são chamadas as de jogadores ídolos ou bem visados no mercado, a direção Tricolor resolveu apostar num jogador desconhecido, experiente e que, no entanto, assume uma posição de carência no time.
Resta esperar para entender como ele se encaixará no time de Ney Franco, este, que por sinal está tendo também uma dura missão, a de ser escudo da presidência, pois nos últimos anos é o que os técnicos vem sendo no São Paulo FC. A missão dentro de campo de Ney Franco é primeiramente impor aos meninos uma garra e vontade semelhante a do jogo contra o Figueirense, e ao mesmo tempo, fazer o time atacar o adversário mesmo estando sem Lucas. Para isto é necessário usar a criação do meio-campo e as laterais.
Com brusca mudança de postura o time é capaz de almejar ao menos vaga na Copa Libertadores, ainda acredito nisso. No próximo embate, o Tricolor tem o fraco Flamengo pela frente, Se também é o Tricolor visto como fraco pelos adversários, que no jogo dos fracos vença o melhor.
Penso que o São Paulo está fraco, no entanto há formas de melhoramento na qualidade do time, para tanto é preciso que muitos destes homens honrem a camisa antes de tudo.








