Depois de mais de 40 dias longe do Morumbi, o
meia-atacante Lucas deve voltar a jogar pelo São Paulo neste sábado, diante da
Ponte Preta, em partida válida pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Do longínquo dia 8 de julho para cá, muita coisa
mudou para o clube e para o jogador, e não foi apenas na conta bancária de
ambos. Lucas volta, além de mais rico após sacramentada sua negociação com o
PSG, mais descansado, por mais inusitado que isso pareça. Dos 990 minutos
disputados pela seleção brasileira nos 11 jogos realizados no período, nosso
camisa 7 participou de apenas 252. Ou seja, menos de 3 jogos completos.
Minutos jogados por Lucas
na seleção
Dinamarca – 82’
Eua
– 6’
México
– 30’
Argentina – 7’
Egito - 0
Bielorrusia – 6’
Nova Zelândia – 90’
Honduras – 24’
Coréia do Sul - 0
México – 7’
Suecia – 0
Total = 252’
Um detalhe: Como eu acho que o Marin acabou de
perder a sua última chance de demitir Mano Menezes antes da Copa 2014, fica
mais clara a chance de não termos nenhum jogador do São Paulo no próximo
Mundial, o que só ocorreu uma vez desde 1950. A minha seleção ideal por
exemplo, teria o Cortez na reserva do Marcelo, o Denílson na reserva do Lucas
Leiva, e o Fabuloso titular com a 9, lembrando que o Brasil nunca venceu uma Copa
sem jogadores do Tricolor. Que assim seja!
Mas voltando a falar do que importa, se Lucas volta
das férias na Europa diferente do que de um mês atrás, o que dirá da atual fase
do Tricolor?
Quando Lucas embarcou com a seleção, deixou o São
Paulo na 4ª colocação do campeonato, com 63% de aproveitamento no campeonato. O
time ainda jogava com 2 zagueiros, e vinha razoavelmente bem, mesmo ainda
contando com figuras ‘arrepiantes’ como os saudosos Fernandinho e Piris.
Hoje, passadas 17 rodadas do campeonato, o São Paulo
já conta com um novo treinador e acaba de atingir a 8ª colocação, com 10 pontos
somados nos 9 jogos de ausência de Lucas. Um aproveitamento de 30% dos pontos,
sem o craque.
Toda vez que ouço dizer que o futebol de um time é
refém de apenas um jogador, penso no pior, na falta de padrão de jogo e de
qualidade para o treinador. No caso do São Paulo, pensando bem, já começo a
comemorar se dependermos de Lucas para voltar ao ciclo de vitórias. Nos meus
sofridos dias de futeboleiro, ando preferindo ouvir “SÓ o Lucas resolve”
do que “NEM Lucas resolve.... “









