O Tricolor paulista consegue uma sequência de vitórias. São apenas duas consecutivas, e contra times de elencos razoáveis para fracos, o que não permite a nós torcedores, o sentimento de empolgação. Porém houveram pontos positivos nestes últimos jogos que foram: a consolidação do esquema 3-5-2 como o ideal, a solidez das apresentações do garoto Ademilson e o retorno do R100.
Além destes destaques, no jogo contra o Bahia principalmente foi perceptível as avançadas do lateral Cortez, fundamental para o segundo gol. O time ainda pena na criação meio-campista e se não houver alteração no rendimento dos meias, o Tricolor penará pelo restante da temporada neste quesito.
Outro ponto que ao menos até aqui ficou claro é a adaptação rápida do zagueiro Rafael Tolói. O garoto de 21 anos já começa a falar a mesma língua do Rhodolfo, o que não quer dizer que a defesa está mais sólida, pois a cabeça-de-área ainda é vulnerável, porém, o recém-contratado oferta mais confiança que os antes utilizados (Paulo Miranda e Cia).
O São Paulo apesar de ser um time atualmente vulnerável principalmente em se tratando de poder de reação e garra, possui algumas peças interessantes que se bem trabalhados e com algum tempo pode render certo poderio. É o exemplo do João Filipe. Jogador de boa estatura, de certa velocidade e com facilidade para reposição de bola, no entanto ainda abusa das avançadas ao ataque. Considerando que o esquema é 3-5-2, justamente para dar brecha aos laterais, acaba sendo descabível suas investidas ao ataque. Mas convenhamos que nos últimos jogos ele tem se apresentado com qualidade considerável.
A temporada exige um plantel consistente que, se possível haja peças de reposição a altura para suprir os desfalques e o desgaste por dois campeonatos paralelamente disputados, sendo um bastante extenso. A torcida sonha intensamente com o retorno do time à Copa Libertadores, para tanto o técnico Ney Franco junto a R100 em campo terão que injetar altas doses de vontade e comprometimento ao time, pois em um campeonato como a Copa Sul-Americana, que desde o início tem caráter eliminatório, com jogos decisivos em casa e fora, além de ter fase internacional, o time com comportamento apático, com jogadores desacreditados não faz bons resultados e consequentemente é eliminado.
Portanto cabe aos comandados de Ney Franco incorporarem o espírito de R100, que na preleção do jogo contra o Flamengo disse: “Uma coisa organização, segunda coisa: Espírito, vontade de ganhar a porra do jogo, vontade de ganhar. Eu com 40 quero ganhar você tem que querer ganhar também...”.
Com certeza o retorno dele fez a defesa se organizar muito melhor.
O time precisa incorporar o espírito de campeão, de vencedor, mas também de um líder dentro de campo, alguém que imponha respeito com o futebol apresentado e com a postura dentro de campo. Luís Fabiano não tem essa característica até pelos seus vacílos no comportamento.
Além do R100, é necessário mais um jogador, de linha, experiente, quem sabe não seja o Paulo Assunção.








