O chileno não veio, e não vem, ao menos desta vez, assim se
encerrou o embromo. Segundo o presidente, o time napolitano estava fazendo
leilão pelo empréstimo de Vargas, pois havia mais interessados e, sabem da
situação financeira do Tricolor paulista. O fato é que, se realmente foi esse o
motivo, fez bem, mas se foi, mais uma vez, a elevação de ego da diretoria,
espera-se que dê certo dessa vez tal atitude, pois nas outras em que o ego
falou mais alto, o time teve temporadas nada memoráveis. O diferencial deste
ano é que o Tricolor paulista tem um elenco muito forte.
Logicamente, numa negociação há diversas questões a serem
discutidas, e naturalmente ninguém quer sair perdendo, principalmente quando a
procura aumenta em torno da demanda. No caso do Vargas, ele era desejado por ao
menos 4 clubes, e no final o Grêmio-RS levou.
A questão é que o técnico Ney Franco aguarda uma peça para
jogar no lugar que era de Lucas, o esquema deu certo assim e ele pretende
repetir para 2013, considerando que já se aproximam os primeiros jogos pela
Libertadores, se realmente chegar alguém, dificilmente entrará no time para a
pré-Libertadores. Caso não seja possível a vinda de alguém para este setor, o
ideal será mudar o esquema, montando o time com 4 meias e dois atacantes.
Pra nação que quer ver uma equipe forte, afinal de contas, o
time ficou numa fila de espera considerável, é aguardada a possibilidade de um
nome de peso, expectativa esta, causada pela própria diretoria ao mencionar que
a nação teria além do time forte que já possui, a chegada de pelo menos mais um
jogador de “nome”.
OPINIÃO
Uma forte corrente da torcida está insegura, pois o garoto
que arruinava as defesas adversárias foi-se para Paris. De toda sorte, o time
se encontra completo em termos de peça/setor, no entanto, a agressividade com
velocidade sobra, neste momento, para o atacante Osvaldo, que tem se mostrado
muito a vontade com o manto tricolor. Neste caso, indiscutivelmente resta a
Ney, treinar o time pra um 4-4-2, pois fica complicado adaptar Jadson, no lado
direito, não há um equilíbrio em termos de velocidade entre os dois lados. O
meio-campo pensador seria de Jádson e Ganso, o defensivo manteria o de 2012 e o
ataque com LF9 e o fortalezense ligeiro.
O time é forte atualmente, talvez a promessa da diretoria
fez a nação clamar por um jogador que tente suprir a falta do Lucas. Mesmo com
sua saída o time é forte e tem peças de reposição.
São duas vertentes: 1) A responsabilidade da diretoria em
honrar a promessa e montar um time muito forte, utilizando muito bem o dinheiro
que tem nos cofres e além disso, manter o esquema campeão de 2012; 2) Manter o
time que tem atualmente que é indiscutivelmente competitivo e possui grandes
nomes do futebol, principalmente no que tange liderança e poder de decisão, no
entanto alterando a forma de jogar e causando uma mera “decepção” à uma parte
da nação por não “repor” a vaga de Lucas.
O fato é que o time é potencialmente capaz de brigar por qualquer
um dos títulos que estará disputando nessa temporada, não há dúvidas, pois
qualidade tem de sobra. Dificilmente haverá jogador com características
próximas das de Lucas, de alto nível e que seja negociável. Não que Vargas era
o “cara”, afinal, ele praticamente só jogou bem na “La U”, mas era uma ótima
esperança. No momento, os pensamentos do técnico e do time devem se voltar para
o Bolívar no Morumbi. E os da torcida voltam-se para o incentivo ao gigante,
que já acordou e precisa de seu apoio para assombrar os adversários.








