E hoje, a partir das 19 horas, os senhores conselheiros do São Paulo FC votam para escolher o homem que sucederá Juvenal Juvêncio na presidência do Tricolor, após 8 longos anos de gestão.
Tivesse saído ao fim do segundo mandato, como era previsto no estatuto, em 2010, JJ não sairia queimado como sai hoje. Mas sua soberba e gosto pelo poder fizeram-no incapaz de largar o clube.
Juvenal foi sim um dos maiores dirigentes da história do São Paulo. É bem intencionado, empreendedor, inteligentíssimo, carismático, conhece o futebol na sua forma mais ampla, e, acima de tudo, ama muito o Tricolor.
Moldou Cotia, modernizou o Morumbi. Peitou as raposas que mamam no futebol brasileiro (leia-se Ricardo Teixeira, Andres Sanches, Marco Polo Del Nero, TV Globo e etc), em processos que talvez tenham trazido mais ônus do que bônus ao São Paulo. Mas manter a ideologia é importante também.
A gestão JJ no entanto ficará marcada também pelos maus momentos no futebol em si. Depois do time tricampeão brasileiro, com base montada por seu antecessor, o Tricolor conviveu com seus piores anos em muito tempo. Fruto principalmente da série de técnicos abaixo da critica, como o próprio JJ admite, contratados nos últimos anos – Ricardo Gomes, Baresi, Adilson Batista e Carpegianni, entre outros.
Técnicos péssimos, resultados ruins. E aí, JJ não soube lidar com as crises. Uma baciada de jogadores indevidamente dispensados no impulso de eliminações, outra maior ainda de contratação em apostas mal feitas. Soma-se a isso, a demissão em massa de funcionários que a décadas trabalhavam na estrutura do clube – Rosan, Carlinhos Neves, Turibio Leite – e de repente, o São Paulo não era mais referência no país.
Nada irreversível. Temos a maior infraestrutura do país, e as 3as maiores torcida e cota de TV.
Não conhecendo muito os candidatos, torço para que Carlos Miguel Aidar seja o nosso próximo presidente, aquele nos levará de volta ao caminho dos títulos. Obrigado JJ, mas é hora de voltar a voar alto...









